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Dê um livro de presente e cultive o hábito da leitura

Dê um livro de presente e cultive o hábito da leitura

Artigo escrito por Flora Alves, CLO da SG Aprendizagem Corporativa

O conhecimento liberta, a poesia salva!

A maior herança deixada por minha mãe foi o hábito da leitura. Uma pessoa romântica e doce, ela usou o terreno fértil da minha infância para semear o prazer inigualável de mergulhar no multiverso desvendado pela abertura da capa de um livro.

Aprendi a ler muito cedo graças à minha teimosia, inconformidade e miopia quanto a barreiras e, claro, graças a santa paciência de minha mãe que ajudava meu irmão mais velho com as tarefas da alfabetização e cedia ao meu choramingo para brincar junto essa brincadeira tão legal que é aprender.

Aos 9 anos ganhei o livro “Botãozinho de Rosa” que guardo até hoje e que nos deixou indignadas por uns 30 segundos pois minha mãe, ao comprar o livro, não viu que faltava a última página! Nos entreolhamos e inventamos centenas de últimas páginas pois assim é o multiverso dos livros, desperta em nós a imaginação e o significado. Quantas vezes ao ler algo temos a sensação de que foi escrito por alguém que sabe ler não os nossos pensamentos, mas a nossa alma!

Me lembrei de tudo isso ontem durante a gravação de um episódio podcast Onde Quiser, que abordou a importância do hábito da leitura e foi motivado pelo paradoxo “aproveite o Natal e fique em casa”.

Este ano ficará na história como um ano atípico, para usar eufemismo. Se por um lado tivemos muitas perdas que ocorreram este ano, algumas delas irreparáveis, por outro lado também tivemos ganhos, representados por mudanças de endereço, estilo de vida e hábitos. 

Entre estes hábitos, merece destaque o hábito da leitura que, com a proximidade do Natal e a impossibilidade das deliciosas aglomerações familiares pode ser a forma mais carinhosa de abraçar a quem você ama com palavras e significados. Vamos então focar nos ganhos deste hábito saudável para todos, mas em especial para todos que atuam com educação e aprendizagem.

Comunicação

A leitura amplia o vocabulário e nos ajuda a adquirir uma habilidade que recebe o nome de linguagem estratégica. Esta habilidade é a capacidade de utilização de outros termos e formas de explicar algo quando não conseguimos lembrar de uma palavra ou precisamos simplificar o que está sendo exposto.

As pessoas que leem mais conseguem organizar as palavras de modo a facilitar a compreensão.

Resolução de problemas

As histórias sempre nos mostram obstáculos e como seus personagens superaram os mesmos. Aprender sobre transposição destes obstáculos, sejam eles reais ou ficcionais, aumentam nosso repertório e conexões neurais, ou seja, contribui para a melhoria de nossa capacidade de resolver problemas.

Memória, concentração, foco e criatividade

Estudos indicam que a leitura contribui para a melhoria da memória e prevenção do Alzheimer além de desenvolver a concentração, o foco e a criatividade uma vez que estimula a nossa imaginação e nos leva a criar mentalmente os cenários, personagens e desfechos para cada história.

Empatia

Desenvolver a empatia é desafiador pois exige de nós a habilidade de entendimento da visão do outro. A leitura contribui para que sejamos capazes de analisar o mesmo fato com diferentes perspectivas de acordo com os personagens envolvidos e este exercício amplia nossa visão.

Ser uma pessoa agradável e com boa autoestima

A realidade do cotidiano pode ser opressora e aumentar os níveis de estresse. Há indícios de que as pessoas que leem muito encontram na leitura uma forma de fugir um pouco da realidade o que contribui para a diminuição dos níveis de stress. 

Bons leitores também tendem a ser pessoas agradáveis, com bons conteúdos para uma conversa e seguros de si uma vez que a aquisição de conhecimento e percepção de progresso na aprendizagem contribuem com a autoestima.

Embora o termo influencer tenha ganho uma relevância maior com os meios digitais e redes sociais, todos nós somos influenciadores em maior ou menor proporção nos meios em que estamos inseridos. O que isso significa? Que podemos ajudar a contribuir com o desenvolvimento deste hábito a partir de nossas ações.

Sempre que investigamos como os leitores assíduos adquiriram este hábito, nos deparamos com histórias que envolvem professores, parentes e amigos que criaram o ambiente propício para o florescimento deste leitor.

Na minha opinião não existem fronteiras entre gêneros literários, conteúdos técnicos ou de entretenimento no que diz respeito ao seu consumo. Quero com isso dizer que não acredito que exista um estilo menos relevante. Existem formas e estilos diferentes de escrita com os quais nos identificamos mais, ou menos.

É claro que, como adultos vamos escolher consumir conteúdos de acordo com nossos desejos, necessidades e visão de mundo a cada momento de nossa vida. Eu, particularmente, encontro prazer em gêneros diversificados e me deleito com a poesia, que me ajuda a resignifcar os sentimentos e a vida.

Atualmente moro em uma cidade do interior de São Paulo, onde escolhi viver junto à natureza e meus primos com quem dividi a infância e agora dividimos a maturidade entre uma poesia e outra. Em nossos encontros sempre aparece uma poesia ou uma crônica que conseguiu fugir da página de um livro e veio iluminar a nossa noite oferecendo o brilho de uma nova perspectiva para algo que sempre esteve ali.

Este texto foi inspirado por um bate papo pra lá de gostoso com a nossa equipe de comunicação representada pela Aninha e pelo Daniel que pilotaram a gravação de um episódio do podcast Onde Quiser, no qual conversamos com o Alexandre Mirshawka, sócio da DVS Editora, e com o Edson Luiz Andrade, Dermatologista e meu primo querido que com sua sabedoria e biblioteca (igualmente encantadoras).

Convido você a se inspirar, comprar livros pela internet e enviar como presente de Natal, reservar, ainda que alguns minutos, tempo para se deleitar com a leitura e ouvir este episódio do podcast onde falamos sobre este hábito em nossas vidas e também indicamos livros para compor a sua biblioteca. Ouça neste link aqui!

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