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Colaborar é da nossa natureza

Colaborar é da nossa natureza

Em momentos desafiadores como este, percebemos movimentos nas pessoas, que muitas vezes ficavam adormecidos na loucura do dia-a-dia. Uma onda de solidariedade e colaboração por todos os lados, que emociona, surpreende, fortalece a esperança e acalenta o coração. Estamos juntos, no mesmo barco, com propósitos alinhados –CUIDAR, COMPARTILHAR, ACREDITAR, CRIAR.

É nesses momentos que nos percebemos humanos de verdade, onde a empatia dá o tom e nos faz sair do “nosso mundo” e olhar para os lados com outras lentes, de forma totalmente diferente – e assim percebemos que colaborar, é da nossa natureza. O voltar para casa, a pausa forçada que passamos agora, nos faz refletir que por muitas vezes nos perdemos ou facilmente somos “engolidos” por interesses individuais, por uma falta de atenção generalizada – que nos faz viver no automático, seja dentro das organizações, em nossas famílias, ou mesmo, nas nossas relações de amizade.


O momento é de colaborar – laborar junto! Fazer acontecer, realizar coisas, cocriar oportunidades, que contribuam para todos. Ir além de interesses individuais e perceber o poder das equipes. Isso nos convida à humildade, escuta ativa, empatia para perceber necessidades, talentos, habilidades, competências que já temos ou que ainda podemos desenvolver. Temos ainda muitas oportunidades de desenvolvimento, quando se trata de colaboração no ambiente organizacional. A baixa colaboração entre as pessoas, entre áreas, é motivo de improdutividade, e isso gera como consequência muita frustração, estresse e impactos negativos de performance. No artigo da Harvard Business Review, publicado em janeiro/2020, “O poder das equipes invisíveis”, Marcus Buckingham e Ashley Goodall mostram resultados de pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Pesquisas ADP,2019 que reforçam o impacto nas nossas vidas e nos resultados quando verdadeiramente colaboramos uns com os outros e trabalhamos em equipe. Segundo a pesquisa, funcionários que não integram equipes: 8% estão completamente envolvidos. Quando a passam a integrar equipes, isso passa 17%. E quando integram equipes e confiam plenamente nos líderes, 45% se mostram completamente envolvidos

Além de impactar no engajamento, nos resultados, os impactos também são na nossa saúde. Quando nossas responsabilidades e pontos fortes se conectam com os outros, quando percebemos que há pessoas à nossa direita e esquerda cuidando da gente, compartilhando ideias, ajudando quando estamos sobrecarregados, oferecendo apoio quando nos percebemos empacados, o nosso nível de engajamento, nosso poder de criação, inovação e resiliência aumenta consideravelmente. Isso tudo determina a qualidade da nossa experiência profissional.

A pergunta que fica é: Será que nosso nível de colaboração será o mesmo, depois da experiência que estamos vivenciando diante da luta contra o novo coronavírus?

Será que nós seremos os mesmos?

Como podemos aproveitar esses aprendizados todos e acelerar processos de mudança ou transformação por meio da força do trabalho em equipe, utilizando o potencial do conhecimento interdisciplinar das pessoas, seu talentos e experiências de vida? De que forma os líderes podem influenciar na construção de um ambiente favorável para fortalecer equipes colaborativas?

Liderar equipes – muitas vezes diluídas virtualmente – num ambiente incerto, volátil, ambíguo e complexo, requer do líder a criação de um ambiente favorável com agilidade, onde as pessoas tenham o direcionamento necessário, percebem confiança, segurança psicológica e possuam os recursos necessários para apresentar o desempenho esperado.

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