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Blended Learning: o que vem por aí?

Blended Learning: o que vem por aí?

Quando o assunto é a modernização dos estudos e as novas técnicas de aprendizagem, grande parte das instituições de ensino e dos treinamentos de T&D costumavam-se a se posicionar de maneira bem extrema: ou mantinham as tradicionais apostilas e o ensino presencial ou migravam de vez para o EAD

No entanto, a pandemia mudou bem esse cenário. Há um caminho que consegue combinar os dois processos e flexibilizar o modo como ocorre o ensino-aprendizado: o blended learning, que busca aperfeiçoar o desempenho dos aprendizes nas modalidades presenciais ou à distância de ensino. O blended learning é resultado dos avanços tecnológicos e da inovação na educação, enquanto a sua popularização nos últimos anos se deve, principalmente, à humanização da relação entre o aprendiz, facilitador e instituição, condição proporcionada pela combinação dos aspectos on e off-line.

Ainda que algumas pessoas confundam o sistema blended learning com a modalidade de ensino a distância, é preciso ressaltar que não se trata da mesma coisa. Nesse contexto, a principal diferença entre os métodos está na frequência e objetivo dos encontros. Isso porque o ensino híbrido não é baseado apenas no compartilhamento de vídeos de maneira on-line ou na realização de um bate-papo virtual, ou seja, o simples uso desse tipo de tecnologia no processo de aprendizagem não define essa metodologia.

Nos cursos EAD todo o processo de aprendizagem é realizado em ambiente virtual como aulas, atividades, fórum de dúvidas, suporte, exames etc., enquanto os encontros presenciais acontecem, eventualmente, apenas para a aplicação das avaliações finais. No entanto, para uma prática eficiente e adequada, é fundamental investir em uma boa gestão em EAD.

Por outro lado, nas instituições de ensino que utilizam o sistema blended learning, os encontros presenciais ou síncronos são mais frequentes, em média, em um final de semana por mês. Dessa forma, a metodologia é excelente para os profissionais que dispõem de uma agenda muito apertada durante os dias da semana. Nestes encontros, as aulas são marcadas pelo protagonismo do aprendiz: com dinâmicas de exercícios, práticas e atividades que visam humanizar a relação entre professor e aluno. Consequentemente, esse expediente amplia e desenvolve o processo de aprendizagem.

“A pandemia acelerou a transformação digital nas empresas e felizmente grande parte já aderiu às tecnologias online para gerir, se comunicar e treinar seus profissionais. O blended learning consegue reunir os melhores aspectos de ambas as modalidades: a praticidade e a facilidade de acesso aos conteúdos do método assíncrono de ensino e a possibilidade de trocar de experiências nos eventos síncronos, em que o contato entre facilitador e aprendiz é mais próximo. É importante ressaltar que o ensino híbrido não se propõe a substituir a sala de aula tradicional, mas sim a utilizar a tecnologia para transformar, inovar e aperfeiçoar as técnicas de aprendizagem. Portanto, ao driblar as principais dificuldades das metodologias, combinar suas características e oferecer o melhor de cada uma delas, o b-learning tem conquistado cada vez mais mercado e adeptos pelo mundo todo”, explica Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa e idealizadora do Trahentem®.

Como o facilitador/multiplicador precisa se capacitar para saber como conduzir experiências de aprendizagem híbridas?

A facilitação ganhou nos dias de hoje ainda mais importância e expressão. Facilitar no ambiente digital significar combinar as competências do facilitador com as funcionalidades da ferramenta que você escolheu para utilizar. Mais do que nunca, a atenção plena é fundamental e também as competências do Instrutor Master que colocam o aprendiz no centro do processo.

“Facilitar em ambientes digitais não é simplesmente colocar a câmera na sua frente e fazer exatamente aquilo que você fazia no ambiente presencial. Você precisa conhecer as ferramentas e suas funcionalidades, extraindo o melhor de cada uma delas para a finalidade que você tem enquanto objetivo de aprendizagem. Nem todas as ferramentas disponíveis são adequadas para a facilitação. Algumas delas, por exemplo, são ótimas para reuniões, mas não servem para a facilitação digital”, pontua Flora.

Um cuidado que o facilitador deve tomar, por exemplo, é com as câmeras. “Sim, as câmeras são excelentes, mas nem sempre são as suas aliadas no momento da facilitação. Lembre-se: o protagonismo não é seu, é daquele que aprende. Utilize metodologias que permitam combinar o ambiente digital com o objetivo de aprendizagem, permitindo assim que quem aprende esteja protagonizando esse processo. Se você está na frente da câmera, falando, entregando conteúdo, você não está facilitando aprendizagem. Se o tema é aprendizagem, seja cuidadoso. Tenho um objetivo específico, selecione conhecimentos relevantes para o outro, coloque as suas competências a favor desse processo, mas quem protagoniza não é você, é o outro”, diz Flora.

Algumas das principais vantagens desse formato de treinamento:

Redução de custos: Numa estratégia de blended learning, a educação a distância pode fazer com que seja reduzida a carga horária presencial. Dessa forma, diminuem os custos com diárias de especialistas e professores. Além disso, o conteúdo online pode ser facilmente atualizado, o que descarta a necessidade de novos treinamentos presenciais em caso de mudanças pontuais no conteúdo.

Diversificação das aprendizagens: Pessoas diferentes aprendem de formas distintas. Portanto, a aprendizagem combinada tem chances maiores de ser eficaz para mais colaboradores, que possuem diferentes níveis de habilidades e capacidades. Por isso, possibilitar diversos ambientes de aprendizagem é uma forma de otimizar o treinamento em sua organização.

Introdução da cultura e-Learning na organização: O blended learning é uma forma interessante de introduzir a cultura e-Learning em organizações que possuem um histórico predominante de treinamento presencial. Mesclar a capacitação presencial com o ensino a distância pode fazer com que os colaboradores se adaptem melhor a esse cenário tecnológico que vem transformando a educação corporativa mundial (e que acelerou tanto com a vinda da pandemia).

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