Você já se despiu da autoridade do conhecimento hoje?

Por Flora Alves

Design é uma palavra multidisciplinar que proporciona uma série diversa de significados. É possível associá-la a um móvel arquitetônico sofisticado ou a uma peça de moda criativa. Contudo, ao trazê-lo para o universo do Treinamento & Desenvolvimento, é impossível pensar em outro conceito a não ser o Design Instrucional. A ideia que norteia o desenvolvimento de solução de aprendizagem começou a ser trabalhada na década de 1960 ao longo da Segunda Guerra Mundial a partir da necessidade de treinar o exército americano de forma veloz e sistemática.

Caro leitor, este é o ponto em que chegamos a um momento delicado. Dessa maneira, peço o máximo de sua atenção para a informação dita a seguir. Apesar de o conceito ser tão antigo em uma nova sociedade, a prática ainda se faz presente dentro das corporações. Eis, o meu questionamento: Sob este ângulo, você acredita que o treinamento será realmente efetivo e sustentável? Afinal, naquele tempo os erros tinham um alto custo, o que refletia na disposição em aprender. Mas, hoje em dia os colaboradores correm contra prazos para cumprir as demandas do cotidiano e por consequência, tem outras prioridades pela frente. Ou seja, nos processos de construção das soluções é preciso focar os esforços em diminuir a falta de interesse dos aprendizes e aumentar o engajamento.

Para alcançar os objetivos esperados, é necessário pensar fora da caixa e ir contra o senso comum. A dica que eu te dou – e que está trazendo resultados significativos para a SG – é trocar o termo Design Instrucional para Design de Aprendizagem. Ao contrário do que pode parecer, não é apenas uma mudança semântica. A alteração é capaz de transformar todo o procedimento de desenho. Peço licença para explicar-lhe.

Quando dizemos instruir o cérebro utiliza de forma automática modelos mentais conhecidos para a construção de uma sessão de treinamentos na qual instruções serão transmitidas para serem cumpridas. Porém, ao mudar o modelo mental e substituir instrução por aprendizagem, nos colocamos no lugar do facilitador. Daquele que busca maneiras de contribuir para o aprendizado do outro a fim de guiar uma modificação perene de comportamento, transferindo o que aprendeu para a sua rotina de trabalho.

Caso ainda duvide da minha afirmação, abra o dicionário e se depare com as definições tão maravilhosas a respeito do verbo aprender: Adquirir novas habilidades, alcançar ou atingir conhecimentos e mudança de conduta. Portanto, é essencial que você responsável por uma solução de aprendizagem tenha essa percepção a todo instante para conseguir questionar com frequência a real necessidade do aprendiz.

Em suma, elaborar o Design de Aprendizagem de uma solução significa pensar em um treinamento em que o protagonista da ação é o colaborador. Então, na hora da construção pense no tipo de conhecimento a ser aprendido por ele, o contexto em que está inserido e na aplicabilidade do aprendizado em sua rotina. Ter um olhar de designer de aprendizagem significa exercitar a visão de quem aprende, pensando em suas atribuições e desafios. É despir-se da autoridade do conhecimento e se disponibilizar a encontrar maneiras de ajudar o outro a aprender o que ele precisa e não aquilo que você gostaria de ensinar.

Mas, convenhamos que a teoria soa mais simples do que a prática e para ajudá-lo na jornada em busca de um novo modelo mental, apresento-lhe o Trahentem®. Trata-se de uma metodologia que utiliza três Canvas em paralelo com post-its para simplificar os processos de diagnóstico, seleção de conhecimentos e conteúdos e por fim alcançar soluções focadas na maneira como as pessoas aprendem e na performance delas. Experimente!  

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