Segundo dia do Let’s Go Festival e o que aprendemos com o Des-Congresso

Segundo dia do Let’s Go Festival e o que aprendemos com o Des-Congresso

Olá pessoal, 

Chegamos ao final do Let’s Go Festival! O segundo dia foi cheio de surpresas: logo no início do dia vi a palestra do jovem Davi Braga; é aquele garotinho que encantou e surpreendeu a todos nós quando surgiu nas redes sociais e em vários programas de TV, TEDx e Congressos, e com 13 anos já tinha uma empresa, a List-It, se apresentando como um empreendedor. Hoje, no auge dos seus 18 anos, e cheio de experiência, veio falar para os congressistas sobre empreendedorismo para os jovens, alertando aos professores presentes para que não inibam as ações empreendedoras de seus alunos. Ele alertou: o estímulo aos jovens é mega importante para o crescimento e formação do caráter de um bom ser humano; reforçou a importância do apoio familiar, com regras, respeito e educação, mas com muito apoio e incentivo, e lembrou que “notas são importantes mas que não são as únicas coisas importantes da vida”, levando os professores a refletirem sobre o potencial de cada aluno e também como explorar esse potencial, formando seres humanos e não “só” bons alunos. A mensagem final de Davi Braga foi: “Quando não tiver nenhum desafio à frente, crie um”.

Outro palestrante interessante foi Lucas Mendonça, que falou sobre gamificação em aulas para engajar os alunos. Ele apresentou vários conceitos já conhecidos por nós, mas o que mais marcou foi o processo de feedback, um pouco diferente da forma que o utilizamos no mundo corporativo. Ele enfatizou que o feedback para os alunos deve ser mais claro e mais objetivo, quase que no mesmo momento em que se fizer necessário; também reforçou o “perfil do jogador”, para que os professores entendam o perfil de seus alunos e desenvolvam um game que atenda ao perfil do jogador/aluno. 

Outro momento importante foi ouvir Josephine Nyiranzeyimara, de Ruanda. Ela apresentou o poder e a necessidade de investimento no Capital Humano, ou seja, o poder da educação dos jovens, para que o País conquiste seus objetivos no futuro; ou seja, estão preparando a nova geração de jovens para que reescrevam a história do País, quando forem adultos, e a educação é o pilar chave deste projeto audacioso. Mas não o único pilar: a tecnologia digital, infraestrutura e condições básicas são os outros pilares do projeto. O projeto não visa apenas a uma educação de qualidade, mas formar jovens empreendedores, pesquisadores incentivados a encontrarem soluções para a sua região, sua cidade e seu País e, quem sabe, para o mundo, quando forem maiores. A frase marcante de Josephine foi: “O professor é o defensor e o líder da transformação”.

Logo em seguida, tivemos outro palestrante internacional. Foi a vez do queniano Richard Turere, outro jovem de 18 anos, palestrante de TEDx, inventor e criador da Lion Lights, cujo slogan é Lights 4 Life. Sua história é bastante interessante por ser um jovem Maasai, onde a tradição é que os homens se tornem caçadores de animais. Bem, é aí que se inicia um grande problema ou uma grande transformação. Aos 9 anos de idade, ele já cuidava das cabras que sua família criava. Como moravam próximos de uma região onde havia vários leões, à noite os leões invadiam as terras povoadas para se alimentarem das cabras e das vacas do povoado; estes animais se tornavam presas fáceis para os leões. O Jovem Turere, com 9 anos, foi designado pelo seu pai a vigiar os animais no período da noite e ele, como toda criança, tinha uma mente ” fértil” e também muito sono, então resolveu andar à noite com uma lanterninha, para os leões perceberem que alguém estava ali no pasto; também teve a ótima idéia de criar espantalhos, pois pensava que os leões poderiam se confundir e não atacariam as cabras. Sua grande ideia resistiu por uma semana e depois os leões voltaram a atacar o rebanho. Ele pensou que tinha que melhorar a sua ideia e resolveu acender tochas para ficar andando no pasto e isto funcionou melhor. Mas os leões atacavam outros rebanhos e os jovens de sua tribo saíam para caçar os leões como retaliação e também como parte do processo de se transformarem em guerreiros caçadores. Mas ele não queria ir, pois pensava que deveria ter outra forma de resolver o problema sem matar os leões, apesar de seus amigos acharem que ele tinha medo dos leões. Resumindo a história: percebendo que os leões não vinham para a sua área por conta das luzes, ele resolveu aprimorar o seu projeto e depois de um tempo de testes produziu luzes piscantes, alimentadas por placas solares. O projeto deu tão certo que outros habitantes do povoado quiseram as luzes: ele acabou instalando luzes em várias áreas, acabando com os ataques dos leões. Já estão há seis anos sem ataques! E hoje o projeto já está implantado em outros países como Zâmbia e Argentina, onde algumas regiões sofrem de ataques de animais selvagens em áreas de produtores rurais. Sua empresa já conta com 7 funcionários.

Bom, o que este segundo dia nos trouxe de aprendizado:

  • A importância do incentivo ao jovem para empreender e se tornar o que deseja ou oferece maior prazer;
  • Respeito: respeito às diferenças, respeito à opinião e ideias dos outros;
  • Mesclar as metodologias e conceitos do mundo corporativo para o mundo acadêmico, respeitando suas características e particularidades;
  • Nem tudo o que se apresenta em congressos serve para todos (ouvi vários comentários de que “isto não dá para ser implantado na minha escola, não temos condições de fazer isto na escola, e outras declarações desta natureza);
  • Todo o poder da mudança está nas mãos do professor; não importa a condição financeira da escola, se o professor quiser, ele faz a diferença. Parece ser muita responsabilidade para o professor, mas ele tem, sim, grande responsabilidade no processo de transformação e na formação do ser humano.

E o que aprendemos participando deste evento? Primeiramente, fiquei mega surpreso e feliz de ver um evento que apresentou muitas soluções e metodologias utilizadas no nosso mercado, sendo apresentadas para os professores de escolas públicas ou particulares. Fico feliz por isso mesmo sabendo que a realidade da educação do Brasil não está representada neste evento. Nosso caso é muito mais sério, mas não vou discutir esta situação e, sim, a aprendizagem do mundo corporativo e do acadêmico. Estamos falando dos mesmos conceitos, das mesmas metodologias. Pode ser que as escolas estejam um pouco atrasadas em alguns conceitos, mas estão falando, estão analisando e ja estão utilizando alguns importantes conceitos para transformar a educação das crianças e jovens no Brasil. 

Diante deste cenário, onde as escolas preparam melhor os nossos jovens, nosso trabalho como desenvolvedores de pessoas, exige que nos tornemos cada vez mais profissionais. Devemos nos desenvolver cada vez mais e as empresas contratantes devem exigir cada vez mais a participação de profissionais conhecedores e responsáveis para entregarem as soluções que lhes são solicitadas.

O mercado não tem mais espaço para aventureiros. Nossa responsabilidade, quando estamos em sala, é muito séria, pois transformamos vidas e não simplesmente apresentamos um bom slide ou algum conteúdo lido em um livro; somos responsáveis por mudar o mundo por meio da educação, este é o nosso objetivo e falo isso em nome de várias empresas e profissionais amigos que pensam como nós da SG, são éticos e respeitadores, pesquisadores e amantes do desenvolvimento de pessoas.

Espero que tenham gostado desses resumos do Let’s Go Festival e, no ano que vem, quem se interessar em ir já pode se programar: o evento será nos dias 1º e 2 de setembro, em Curitiba-PR.

Abraços a todos vocês que dedicaram seu precioso tempo para ler este conteúdo e sempre que quiserem trocar experiências ou simplesmente bater um papo, basta nos chamar. 

Até a próxima.
Sergio Guerra
CEO da SG Aprendizagem Corporativa
Desenhada Sob Medida

Confira os outros posts do nosso CEO, Sergio Guerra sobre o evento:
Escolas X Mundo Corporativo
Impressões sobre o Let’s Go Festival – Dia 1

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