O que ser curioso tem a ver Lifelong Learning?

O que ser curioso tem a ver Lifelong Learning?

Já sabemos que o Lifelong learning é um conceito que está em alta no mundo corporativo e que indica que a aprendizagem deve acontecer ao longo da vida toda, e não em um período determinado (escola e universidade e, às vezes, especializações e pós-graduações). A partir dessa visão, uma pessoa tem capacidade de aprender independentemente da idade e do método de ensino, e em diversos contextos, não necessariamente apenas pela educação formal.

Até porque, estabilidade com conhecimento não combinam, uma vez que o ritmo acelerado combinado com a inquietude das pessoas e vasta oferta de oportunidades, tanto profissional, quanto intelectual, batem à porta todos os dias. A tecnologia transformou a nossa rotina e a forma de ver o mundo. Por isso, aprofundar habilidades e conhecimentos técnicos, ser competitivo no mercado de trabalho e se manter conectado em tudo que acontece é de fundamental importância nesta nova Era.

Diante desse cenário, o Lifelong Learning se desprende de tudo que conhecemos, deixa de lado a formalidade e vai além do aprendizado da escola tradicional. Lembrando que o conceito não concorre com a formação escolar e nem deve, quando estimulado pelas instituições, alunos e professores só tem a ganhar com os lifelong learners, que motivados a buscar constantemente o conhecimento, chegam em sala de aula com uma bagagem mais rica e diversificada, despertando para o protagonismo, e com a mente aberta para um mundo repleto de possibilidades.

Será que já sou um Lifelong Learner?

Se dizem que nada é definitivo, porque então, se prender a uma única profissão, conhecimento ou tempo e espaço? Se na prática você está aprendendo, aprendendo e aprendendo: sozinho, em grupo, na rua, no trabalho, na internet, na escola, na faculdade, ou em qualquer lugar, então sim, você é um Lifelong Leaners, assim denominados aqueles que estudam exatamente o que interessa e a vida toda e ainda esbarram em uma ou outra curiosidade, que pode-lhe ser útil em diferentes momentos da vida.

O ato de ser curioso ajuda a se desenvolver continuamente. Algumas dicas para manter a aprendizagem contínua potente e estimulante são:

  • Frequente ambientes que estimulem a aprendizagem. Saia mais com amigos que tenham ideias fora da caixa e que tenham prazer em dividir o que sabem.
  • Encontre (ou permaneça) num trabalho que estimule a aprendizagem contínua. Não se contente com o que já sabe.
  • Leia muito e de tudo. Saia da zona de conforto e descubra novos caminhos para antigos problemas.
  • Mantenha a seu alcance uma lista de tudo o que gostaria de aprender e ainda não teve tempo.
  • Faça algum curso diferente da sua trajetória original. Conexões inusitadas entre campos de saber diferentes são altamente estimulantes para a criatividade e para novos insights.
  • Inicie um projeto diferente e vá em frente, mesmo tendo que ultrapassar alguns obstáculos para viabilizá-lo. Nesse trajeto é impossível que não acumule novos aprendizados, mesmo através do erro e do risco envolvidos.
  • Vá a eventos, congressos, ou engaje-se, por exemplo, em algum trabalho voluntário. Você terá a chance de aprender com outras pessoas e também de ensinar o que sabe.

Para Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa, em primeiro lugar, para se tornar um lifelong learner, a pessoa precisa estar consciente da necessidade de continuar aprendendo e das vantagens que isso trará a ela e, invariavelmente, promover uma mentalidade de crescimento e mudar sua ideia de aprendizado. Com isso em mente, ler, desenvolver habilidades em ambientes não necessariamente criados para isso e tentar coisas novas são bons começos para quem quer se desprender do ensino tradicional de sala de aula e adquirir novas skills.

“Um bom ponto de partida é o estabelecimento de metas de aprendizado, contemplando habilidades e conhecimentos que deseja adquirir ao longo do tempo. Na hora de planejar seus objetivos, a pessoa precisa prestar atenção para não ser muito exigente consigo mesmo ou, por outro lado, permanecer na sua zona de conforto. Essa tática, além de ajudar a monitorar e controlar o que foi aprendido, incentiva as pessoas a aprenderem o máximo possível em pouco tempo”.

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