O poder da humanização nos negócios

O poder da humanização nos negócios

Aumentar os ganhos com a diminuição de investimentos é a meta de toda companhia e ao longo do tempo diversos modelos de negócio foram utilizados para alcançar este objetivo. Mas, você sabia que é possível prosperar sem mirar apenas em lucros? É exatamente o que a empresa humanizada comprova. Segundo informações divulgadas pelo Instituto HR Trend, a iniciativa é uma das tendências deste ano para a área de Recursos Humanos enquanto que o estudo Global Trend Map realizado pela Inova Consulting identificou que implantar elementos humanos na corporação resulta na otimização do desempenho. Por sua vez, o relatório Tendências Globais de Capital Humano 2018 revela que as empresas não são mais avaliadas somente pela qualidade de produtos e serviços. Hoje as marcas são observadas pela maneira de lidar com colaboradores, clientes e sociedade.

Na prática, a empresa humanizada é um formato de negócio voltado para atender as necessidades das pessoas por meio de uma gestão horizontal. “O conceito funciona com base na ideia de “share of heart” (fatia do amor) em que se acredita que conquistar um espaço no coração do cliente o fará oferecer uma fatia da carteira espontaneamente assim como ganhar o coração do funcionário resultará no aumento da produtividade. Trata-se de uma contraposição a expressão “share of wallet” (fatia de carteira) criada na década de 90 por profissionais de Marketing para explorar a relação com o consumidor final”, afirma Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa. Entre os benefícios deste modelo encontram-se o corte de gastos, diminuição do turnover, engajamento, aumento da produtividade e conversão de vendas.

Quando se trata do olhar para o colaborador na humanização, é preciso ter em mente que ele não será apenas alguém pago para cumprir uma carga horária. Na verdade, como o próprio nome diz é aquele que colabora para o desenvolvimento da organização. “A empresa passa a inserir os funcionários nos papéis de peças chaves para o seu funcionamento. Portanto, começa a valorizar as características psicológicas, culturais e a necessidade de cada um. Além de abrir espaços para escutá-los e fornecer feedbacks constantes”, explica Flora.

Diante deste cenário, a especialista em aprendizagem corporativa selecionou dicas para levar a humanização à empresa. Quer saber mais? Confira abaixo!

– Construa ambientes de descompressão: em uma empresa humanizada a estrutura do ambiente de trabalho faz a diferente. É preciso investir na construção de um local agradável, dinâmico e atrativo para ajudar na qualidade de vida do colaborador. Afinal, existem momentos no expediente que pedem um tempo para recarregar as energias. Neste caso, jogos, cafeteria, home office e happy hours são ótimas opções.

– Alimente a cultura do treinamento: uma atividade indispensável na agenda da humanização são os treinamentos porque aperfeiçoar as competências do colaborador é sinônimo de cuidar tanto do desenvolvimento profissional como pessoal. Neste contexto, o aprendiz se sentirá motivado e à vontade para contribuir com ideias para a marca.

– Não tenha medo da tecnologia: a característica humanitária no mundo corporativo ganhou força por conta dos recursos tecnológicos que permitem uma maior aproximação entre as pessoas. Logo, a tecnologia também é uma aliada para compreender o perfil do cliente e valorizar o funcionário. Ou seja, ouça o que o consumidor diz nas redes sociais a fim de atender as expectativas dele. Você também pode protagonizar o colaborador com ações que mostrem os bastidores ao apresentar as histórias deles. Essa iniciativa ainda gera empatia social.

– Promova a co-criação: na empresa humanitária independente do cargo, todos têm a chance de se expressar seja com dores ou sugestões. Portanto, tenha na companhia um espaço para promover discussões e a co-criação.

– Motive: ao ser utilizado com regularidade, o feedback é capaz de melhorar os relacionamentos entre os colegas de trabalho. Outro ponto positivo desta ação é a motivação já que o colaborador terá sempre um reconhecimento ou um norte de melhoria.

Por fim, embora a humanização apresente grandes ganhos para a empresa, é necessário tomar cuidado com a implantação deste conceito. “A implementação de aspectos humanos pode prejudicar em vez de alavancar uma corporação porque talvez os colaboradores não saibam lidar com as novidades e se estenderem na descompressão ao adiantar o happy hour ou perder a disciplina no home office, por exemplo. Sendo assim, um acompanhamento de perto das mudanças é imprescindível”, pontua a CLO.  

Qual é a sua opinião sobre empresa humanizada? Não deixe de contar para nós! 

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