Impressões sobre o Let’s Go Festival – Dia 1

Impressões sobre o Let’s Go Festival – Dia 1

por Sergio Guerra, CEO da SG Aprendizagem Corporativa

Oi gente! Como sabem, estou acompanhando o (Des)Congresso Let’s Go Festival, que acontece nos dia 3 e 4 de setembro, em Curitiba (PR). Vou contar para vocês um pouco do que está acontecendo aqui e como é possível relacionar os insights e aprendizados de um evento totalmente voltado para a educação formal ou acadêmica com a área em que atuamos, a educação corporativa.

Bom, vou explicar o começo: por que estamos aqui. Ouvimos muito falar que 70% ou até 85% dos alunos que estão no ensino médio hoje trabalharão em atividades que ainda não foram criadas e concordamos plenamente com isto. Diante disso, resolvemos vir para o evento e entender como as escolas e os professores/educadores estão pensando o futuro de nossos jovens.

A primeira relação entre o mundo educacional formal/acadêmico com o corporativo é a tecnologia. Quase todas as palestras que vi hoje apresentaram algo relacionado à tecnologia para auxiliar no processo de transferência de conhecimento e facilitando a aprendizagem. Mais: como esta tecnologia poderá auxiliar o professor e os alunos na sala de aula. Ouvimos sobre a internet das coisas, sobre os aplicativos, NASA, gamificação, várias situações que utilizamos no mundo corporativo, mas o que me chamou mais a atenção foi o chamado de que “somos uma geração de transição, para uma nova geração de professores”. E é exatamente o que estamos vivendo no mundo corporativo: o processo de reaprender para aprender. Hoje exploramos as atividades lúdicas, criativas e inovadoras para que os “alunos” saiam da zona de conforto, pensem de forma diferente o que fazem todos os dias, descobrindo novos caminhos para fazer as coisas, para explorar caminhos diferentes, descobrindo novos caminhos para criar de forma disruptiva.

O mundo será dividido entre dois grupos: os watchers e os doers (os que farão e os que assistirão). Estamos falando de educação 5.0, mas isso está mais perto do que imaginamos. Somos solicitados a criar cada vez mais, a termos mais criatividade e sermos mais inovadores e cada vez mais realizadores, com mais e mais responsabilidades, assumindo cada vez mais o papel de protagonista sobre qualquer situação e não sermos mais simples espectadores de nosso desenvolvimento ou de nossas carreiras.

Vi logo cedo a palestra de David Aguilar, que é um jovem que nasceu sem o antebraço direito devido a uma má formação genética, passando por vários problemas em sua infância, desde bullying até a falta de preparo de seus professores para lidar com ele, o que o transformou em um incansável pensador: como ele poderia fazer o que toda criança “normal” fazia? Isso o levou a fazer suas próprias próteses com peças de Lego, um grande exemplo de superação e inquietação com as condições dadas. Uma frase que marcou a sua palestra foi:  “Somos diferentes e acredito que somos melhores porque tivemos e temos que ser mais forte do que qualquer pessoa ‘normal’, pois passamos por dificuldades que poucos passaram”. E onde o mundo corporativo é diferente do que vimos na palestra do David? Somos cobrados e preparados a superar desafios todos os dias, não é verdade?

E para continuar a superação de desafios, acompanhei a palestra de Ika Fleury e Regina Oliveira, da Fundação Dorina Nowill, em que apresentaram o projeto BRASILEIRO do Lego Braille Bricks. Isto mesmo, gente: um projeto brasileiro, que são as peças do famoso Lego, em Braille, para crianças com deficiência visual aprender brincando. O mais interessante, e o link com a superação de obstáculos, é que a Lego não se interessou pelo projeto na sua primeira apresentação. Mas, como diz o ditado, “Sou brasileiro e não desisto nunca”. Eles conseguiram apresentar o projeto para o neto do fundador da Lego, que veio até o Brasil conhecer a Fundação e aprovou o projeto, que deve ter suas peças comercializadas em 2020 e com uma formação para capacitar os professores , realizada na própria Fundação . 

Outro ponto importante, para encerrar o nosso dia, foi ver o incentivo aos “Espaços Makers”, onde o “colocar a mão na massa” ganha espaço no mundo acadêmico e no mundo corporativo. Isto não é novidade para nós: já utilizamos muitas oficinas de criação, co-criação e encontros que transferem conhecimento por meio de atividades lúdicas, criativas e inovadoras (e diga-se de passagem que estas soluções são especialidades da SG). Mas é bom ver esse tipo de ação. 

Resumindo o nosso dia, o que me deixou muito feliz é que em quase todas as palestras que vi, o aluno está no centro do processo, algo que conhecemos bem com o Trahentem. O aluno deve ser estimulado e respeitado a todo momento e isto não é diferente do que fazemos com nossos participantes em nossas soluções corporativas.

Bom, pessoal, este foi o resumo de hoje, espero que tenham gostado e fiquem de olho nas nossas redes sociais. Amanhã eu conto mais um pouco sobre o último dia do Let’s Go Festival.

Até mais!

Confira os outros posts do nosso CEO, Sergio Guerra sobre o evento:
Segundo dia do Let’s Go Festival e o que aprendemos com o Des-Congresso
Escolas X Mundo Corporativo

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