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Como os Adultos Aprendem e por quê você deveria se importar com isso

Como os Adultos Aprendem e por quê você deveria se importar com isso

Pensar em andragogia é pensar em alguns princípios que são fundamentais para que um adulto consiga aprender. O primeiro deles é o princípio da disposição. O adulto aprende basicamente em duas situações na vida: quando ele quer, ou seja, quando ele deseja alguma coisa, ou quando sente a necessidade desse aprendizado.

Quando se quer alguma coisa, é muito fácil aprender. Suponha, por exemplo, que você quer aprender a pular de paraquedas, mas você tem medo de altura. Se você realmente deseja saltar de paraquedas, você vai encontrar um mecanismo para superar esse medo e, então, conseguir realizar o seu desejo. Outras circunstâncias na vida do adulto também fazem com que seja necessário aprender alguma coisa.

A tecnologia invadiu (e continua invadindo) nossas vidas de maneira avassaladora. Estamos mergulhados na era digital e isso impõe necessidades de aprendizagem para todos. A grande diferença na orientação de aprendizagem para adultos x orientação para crianças, diz respeito ao quanto é importante para o adulto perceber a relevância daquilo que ele vai aprender para a sua vida. Seja pelo desejo ou pela necessidade.

Quando o adulto chega novamente em sala de aula ele entra com vícios como “eu já trabalho nessa área”, então “eu entendo sobre isso”. “Parte dessa resistência diz respeito ao nosso formato de educação convencional e formal, onde fomos acostumados a sermos receptores de informação, que significa que o professor é aquele que detém o conhecimento. Quando o adulto chega novamente em sala de aula já conhece sobre determinado assunto, entra o princípio dois da andragogia que é sentir que a sua experiência está sendo valorizada”, explica Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa.

Então sim. Muitas vezes o adulto vem para a sala de aula um pouco resistente com relação com aquilo que ele vai encontrar e a responsabilidade do facilitador do processo de aprendizagem é mostrar que aquilo que vai ser apresentado para ele vai acrescentar uma camada de conhecimento na bagagem que ele já tem, sem desprezar tudo aquilo que o adulto construiu até o momento. Aqui entra a importância de um bom desenho de experiência de aprendizagem e uma boa facilitação.

“O ambiente da sala de aula precisa colocar no centro desse processo quem vai aprender e assim, se torna muito mais uma troca de experiência entre o formador e o adulto onde se acrescenta coisas novas, ressignifica coisas antigas e permita então que ele perceba que aquilo que aprende tem aplicabilidade na vida real”.

Ninguém sabe tudo

A aprendizagem não acontece somente no ambiente formal. 10% do que aprendemos é em ambientes formais, 20% em um bate-papo e 70% aprendemos fazendo. “

“Hoje já se fala em uma competência que se chama “learning ability”, que significa “como é que está a minha habilidade de aprendizagem nos dias de hoje”, e talvez essa seja uma das competências mais essenciais. É preciso estar aberto para continuar aprendendo coisas novas a vida toda”.

Aceitar que precisamos aprender às vezes nos leva a pensar como estávamos fazendo algo até então. E precisar aprender não quer dizer que aquilo que se fazia antes, não é bom. Significa apenas que é preciso um novo conhecimento. “Como facilitadora, sinto muitas vezes a resistência de alguns adultos de aprender, até mesmo por uma dor emocional de perceber que aquilo que fazem, pode ser aprimorado. O segredo para seguirmos adiante quando isso acontece é separar a emoção do fato. O fato é, eu preciso aprender mais. A emoção só vai contribuir com o adulto se ela for impulsionadora, pois se ela for paralisante é preciso deixá-la de lado e analisar friamente aquilo que precisa ser aprendido, aceitando que nenhum de nós sabe tudo”.

Instrutor Master

Pensando em facilitar exatamente as intervenções de aprendizagem de adultos centrada nos participantes e na performance deles de modo a possibilitar o aprendizado e a transferência que nasceu a Formação Instrutor Master (IM), da SG Aprendizagem Corporativa.

“O termo ‘Instrutor Master’ serve para designar um profissional de treinamento que, de fato, posiciona o participante no centro das suas ações, em vez de priorizar a sua própria performance. Focar a atenção na aprendizagem do outro significa conduzir atividades que proporcionem o envolvimento de quem aprende neste processo, o que é totalmente diferente de apenas transmitir informações. A atuação do Instrutor Master está baseada em competências que se traduzem em comportamentos observáveis eliminando a subjetividade dessa atuação”.

A partir deste ano (2020), todos os instrutores certificados pela formação Instrutor Master, que tem duração de três dias, cujo certificado já era emitido pelas organizações brasileiras SG Aprendizagem Corporativa e a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), passarão  a receber a certificação internacional emitida pelo DIT (Department for International Trade, do Reino Unido), e pelo McSill Story Studio. A formação IM – Instrutor Master é a primeira voltada para instrutores e facilitadores no Brasil com certificação internacional.Ao final da formação os participantes serão capazes de demonstrar conhecimentos essenciais na facilitação de treinamentos. Com base no ciclo de Aprendizagem, praticar técnicas de facilitação com conhecimento adquirido ao longo do curso; realizar uma avaliação de habilidades de treinamento e facilitar uma mini sessão de treinamento baseada em competências essenciais do profissional de treinamento; promover a aprendizagem por meio do engajamento e feedback dos participantes; e contratar consultorias e instrutores de treinamento com base nos comportamentos observáveis que demonstram a competência de um facilitador.

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