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Como fica a volta às aulas?

Como fica a volta às aulas?

Por Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa e idealizadora do Trahentem®

Nunca tantos Países fecharam escolas e universidades ao mesmo tempo e pelo mesmo motivo, forçando instituições educacionais em todo o mundo a utilizar repentinamente ferramentas tecnológicas disponíveis há muito tempo para criar conteúdo e experiências de aprendizado remoto para estudantes. Acredite: isso é um grande avanço para um dos setores mais resistentes a mudanças e a adoção de novas tecnologias.

Quando forem retomadas as aulas presenciais, sabemos que um protocolo com diversas medidas de segurança terá que ser seguido à risca. Terão menos alunos por sala e só atividades individuais, nada de trabalhos em grupo. Haverá rodízio entre estudantes em sala e em casa, com continuidade das atividades online. Opa, informação importante. O EAD continuará. Se até 2020 as salas de aula se pareciam com aquelas do começo do século 20, temos agora a possibilidade de mudar para sempre a noção que temos arraigada de que o aprendizado deve acontecer entre os muros de uma escola ou universidade, ampliando as possibilidades de novas experiências de aprendizagem.

Pós-pandemia, porém, irá perdurar todo o programa que tenha sido bem desenhado e que tenha escolhido o melhor recurso de tecnologia para proporcionar uma verdadeira experiência de aprendizagem. Os professores precisam levar atividades interessantes para que os alunos possam se empenhar em acompanhar a aprendizagem no sistema EAD. Na grande maioria das vezes, os professores quando usam a internet como “meio” para suas aulas, lecionam como se fossem o detentor do conhecimento e o aluno tivesse que ficar ali assistindo, paradinho, na frente do computador. Isso não pode acontecer. É preciso levar para as aulas justamente atividades que sejam mais aderentes com os meios que os alunos estão mais acostumados, até mesmo pelo entretenimento.

Para que isso seja possível, as escolas e universidades precisam urgentemente mudar o eixo da aprendizagem baseada em conteúdo e resolução de provas, com punição para quem dá as respostas erradas, para realmente ajudar estudantes a pensar por conta própria, desenvolvendo a capacidade de resolver problemas complexos e dando incentivos para aqueles que erram ao tentar. Afinal, esta é a melhor maneira de aprender. Lembrando que a resolução de problemas complexos é uma das competências e habilidades necessárias e mais requisitadas pelo mercado do século 21, como também inteligência emocional, flexibilidade cognitiva, dentre outras.

Segundo pesquisas, 70 ou até 85% dos alunos que estão no ensino médio hoje, trabalharão em atividades que ainda não foram criadas e concordo plenamente com isto. “Somos uma geração de transição, para uma nova geração de professores”. É o processo de reaprender para ensinar. É preciso explorar as atividades lúdicas, criativas e inovadoras para que os alunos saiam da zona de conforto, pensem de forma diferente o que fazem todos os dias e descubram e exploram novos caminhos e de forma disruptiva.

É necessário também que o professor acredite na capacidade do aluno. Existe estudos que o aluno responde a expectativa que o professor tem sobre ele, isso mostra a importância da habilidade socioemocionais como a empatia, uma habilidade essencial além do conteúdo, para engajar o aluno para que ele seja protagonista da sua aprendizagem.

Uma boa gestão de pessoas, incentivo a capacitações de habilidades socioemocionais para professores, práticas pedagógicas que estimulem o aprendizado colaborativas, discussões e debates sobre os desafios da aprendizagem, auto avaliação e autorreflexão são atitudes que também esperamos de escolas que estão preocupadas em preparar a sua equipe para uma sala do “novo normal”. 

Podemos finalizar dizendo que o mundo será dividido entre dois grupos: os watchers e os doers (os que farão e os que assistirão). Somos solicitados a criar cada vez mais, a sermos mais criativos, inovadores, assumindo cada vez mais o papel de protagonista sobre qualquer situação e não sermos mais simples telespectadores do nosso desenvolvimento. Cabe agora a reflexão, sobre como sermos verdadeiros protagonistas nos processos de aprendizagem, seja no ambiente acadêmico, corporativo e da aprendizagem como um todo. Como será o futuro? Está em nossas mãos mudar o caminho da aprendizagem para algo mais imersivo e relevante.

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