A Liderança como Stakeholder no desenvolvimento de T&D

A Liderança como Stakeholder no desenvolvimento de T&D

Em uma visão tradicional, a organização tinha como principal função a de maximizar o retorno dos investimentos aos proprietários do negócio, que são os shareholders.

Com o surgimento da teoria dos stakeholders, que significa qualquer grupo ou indivíduo que tenha algum envolvimento com a empresa e pode afetar ou ser afetado na obtenção de suas metas, passou-se a dar atenção aos interesses de outros grupos de pessoas, que não fossem apenas os acionistas ou proprietários. A organização tem obrigações tanto para ela mesma, quanto para os stakeholders internos e externos, como já falamos neste post aqui

E a liderança nesse processo?

E a liderança é uma peça muito importante como stakeholder nos processos de Treinamento & Desenvolvimento, pois o líder dentro da organização deve procurar agir de maneira a buscar um equilíbrio para quatro outros stakeholders: empregados, organização, clientes e investidores. Um equilíbrio que pode ser ameaçado diante da diversidade de interesses, uma realidade que não pode ser ignorada.

O interesse é a referência que orienta o indivíduo a movimentar-se e executar determinadas atividades que o levem a algo que ele identifica no ambiente para satisfazer suas necessidades, ou então evitá-las e afastar-se em outra direção se perceber que tais atividades não o conduzirão ao que deseja naquele momento.  

Categoriza os interesses em três domínios interligados, sendo eles: os interesses relativos ao cargo, em que a pessoa desempenha seu trabalho dentro da organização; os interesses relativos à carreira, que englobam as expectativas e aspirações da pessoa para o seu futuro profissional; e os interesses externos à organização, relativos à vida pessoal, caracterizados pelas crenças, valores, preferências e atitudes, ou seja, características particulares que a pessoa leva consigo para o ambiente organizacional

Com o envolvimento da liderança no processo de criação de um treinamento, é possível alinhar as expectativas da liderança, com as da organização e as do indivíduo, já que a arte do líder é a de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos, com competências como domínio técnico, agilidade e produtividade, disciplina, pensamento estratégico, visão de negócio, foco em resultados e saber lidar com o lado comportamental das pessoas. Faz-se necessário estar presente integralmente, saber ouvir e conciliar situações.

Outro ponto fundamental que a liderança precisa ser considerada como um stakeholder, é que ela atua no suporte à performance para os seus colaboradores, através de feedbacks e sessões de mentoria, por exemplo. Todos os talentos têm “pontos cegos”, isto é, falhas que eles mesmos não enxergam e que são evidentes para outras pessoas. Indicar falhas e acertos a partir de um feedback bem estruturado é processo fundamental para acertar aspectos que impedem o desenvolvimento de projetos e equipes.

Gestão de Stakeholders

Conhecer os stakeholders é fundamental para criar uma solução de aprendizagem customizada que trará os verdadeiros resultados esperados pela organização. Isso porque é possível alinhar expectativas com a realidade. 

Para Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa, a liderança, principalmente aquela mais visionária e estratégica, percebe os efeitos duradouros da gestão de stakeholders e dedica tempo para cultivar relacionamentos. 
“A gestão de stakeholders é importante na mitigação de riscos, principalmente aqueles ainda desconhecidos. Isto ocorre porque a partir da gestão de stakeholders se amplia fortemente a capacidade de resposta, o campo de visão e de ação dos executivos. É o momento da organização tomar consciência e fortalecer seu capital social, tão essencial quanto outras formas de capital como financeiro ou intelectual. Este processo de engajamento e colaboração dentro dos times e entre times, níveis e organizações não é algo que apenas “acontece” ou pode ser negligenciado, pressupõe um esforço, o desenvolver de relações de confiança e sinergias que potencializam realizações e oportunidades. Dentro dos times, trabalhamos para fortalecer os vínculos enquanto, entre times e outros stakeholders, construímos as pontes de acesso para real colaboração, compartilhamento e geração de valor agregado para todos os participantes da rede de relações”.

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