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A capacidade de aprendizado ou learnability é um diferencial competitivo

A capacidade de aprendizado ou learnability é um diferencial competitivo

Em meio a pandemia, falar sobre qualquer tipo de certeza pode ser arriscado por conta da imprevisibilidade que o momento traz. Porém, é inquestionável que a crise vai se dissipar e teremos que lidar, literalmente, com um novo mundo. Nesse contexto, a capacidade de aprendizado ou learnability será um diferencial competitivo.

A antiga crença de que devemos aprender tudo o que podemos enquanto somos jovens, e de que perdemos essa capacidade conforme vamos envelhecendo cai por terra a cada dia. No mundo empresarial, por exemplo, uma pessoa era contratada apenas pelas suas qualificações e habilidades. Mas isso mudou. Atualmente, as empresas estão dando mais valor no learnability. A razão para isso é simples: o mundo está passando por grandes mudanças, o que também exige uma atualização constante dos profissionais. Curiosidade e a vontade de aprender são pré-requisitos para quem quiser se adaptar às novas condições de trabalho.

A chamada “learnability”, ou seja, o desejo e a capacidade de desenvolver e adaptar o seu conhecimento ao longo da vida profissional viraram critério de sucesso tanto para profissionais como para empresas. É importante que os profissionais continuem desenvolvendo seus próprios conhecimentos e habilidades para se manterem relevantes no mercado. Para os empregadores, por outro lado, é importante oferecer aos seus profissionais a oportunidade de expandir continuamente seus conhecimentos e se adaptarem aos novos processos e tecnologias, por meio da educação corporativa.

“Vivemos em uma era em que ter conhecimento não basta, afinal com uma rápida busca no Google você consegue encontrar a resposta para quase qualquer questionamento ou informação necessária. O diferencial é saber como interpretar e utilizar esse conhecimento de maneira eficaz, nesse sentido o que se requer dos profissionais de hoje é a capacidade de aprender continuamente e com facilidade, ou “learnability”, pontua Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa

Todos os dias surgem novas tendências, tecnologias, ferramentas e informações. “É preciso aprender a lidar com isso e se adaptar com agilidade, por isso empresas têm estimulado seus profissionais a aprenderem e desenvolverem novas habilidades. A colocação bem-sucedida de um colaborador depende pouco do conhecimento atual e mais da disposição e habilidade para aprender coisas novas rapidamente”.

Incentivar a learnability

A curiosidade é uma característica poderosa para os profissionais que querem estar preparados para lidar com um novo contexto, ela faz despertar o interesse em aprender, em buscar novas informações, sair do óbvio e daquilo que já sabemos e afirmamos como certo. Não espere que lhe digam o que precisa aprender, sua curiosidade por diferentes assuntos pode despertar essa habilidade para o aprendizado, que facilitará para que você se adapte às mudanças e novas tecnologias, além de desenvolver novos potenciais que você talvez não saiba que possui.

O learnability deve ser colocada em prática de forma sistêmica, de modo que a pessoa saiba reter os aprendizados necessários para a mudança de visão. E saber qual a sua melhor forma de aprender, de absorver conhecimento vai facilitar muito essa tarefa.

Outra habilidade profissional que amplia o learnability é saber olhar para frente. Enxergar um horizonte que pode estar muito distante do cenário atual. Dessa forma, é possível que, após a crise, as organizações tenham em seus recursos humanos líderes e gestores que usaram a crise do coronavírus para se prepararem para uma nova era. Aprender é se reinventar constantemente.

Para introduzir o learnability nas empresas, deve-se prestar bastante atenção nos candidatos e funcionários que são entusiasmados e curiosos e as melhores oportunidades de treinamento devem ser reservadas aos funcionários que mostraram grande interesse em aprender novas habilidades.

Quem quiser estabelecer a aprendizagem como um hábito, deve criar oportunidades que requer a própria mente, por exemplo, olhando uma coisa de uma perspectiva incomum. E é preciso motivar os profissionais, sendo assim, funcionários que iniciam atividades internas para promover a capacidade de aprendizado podem ser recompensados. Ofereça-lhes a oportunidade de se autodesafiar.

“É importante frisar que é preciso compartilhar os conhecimentos com outras pessoas, que reter o conhecimento somente para si não irá agregar nenhum valor ao desenvolvimento pessoal ou profissional, pelo contrário, ao não partilhar o que se sabe e ao não praticar o que se ensina, não estará comprovando ou questionando seu conhecimento. Quando o conhecimento é compartilhado, torna-se uma referência em determinado assunto e faz com que as pessoas o procurem e lembrem de você como uma pessoa generosa e proativa”, finaliza Flora Alves.

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